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Corregedoria prestigia abertura da ‘Paz em Casa’ em Cuiabá

21/08/2017

A corregedora-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e as juízas auxiliares da CGJ-MT Ana Cristina Silva Mendes e Jaqueline Cherulli prestigiaram a abertura da 8ª edição da campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’, na manhã desta segunda-feira (21 de agosto), no Complexo Pomeri, em Cuiabá. O evento foi promovido pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher), liderado pela desembargadora Maria Erotides Kneip. 

Maria Aparecida Ribeiro relatou o trabalho realizado ao longo dos últimos dois anos pela Cemulher em parceria com a CGJ-MT, na campanha idealizada pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Lembrou as ações promovidas em diversas comarcas mato-grossenses visando sempre à resolução de questões familiares de forma mais humana. “Precisamos deixar de falar em violência e falar em paz, em amor”, afirmou, sendo bastante aplaudida pelos adolescentes. 

De acordo com a desembargadora corregedora, muitos dos internos na unidade são vítimas da violência doméstica. Contudo, essa é uma história que ainda pode ser mudada. Maria Aparecida Ribeiro propôs uma reflexão, que todos os presentes pensassem em o que fazer para mudar o mundo e trazer de volta a dignidade que os adolescentes merecem. “Temos que resgatar o amor uns pelos outros para construir uma vida melhor”, defendeu. A advogada Roberta de Arruda Chica Duarte, vice-presidente da Comissão da Infância e Juventude (CIJ) da OAB-MT, compartilha desse mesmo ideal. “Precisamos ver esses jovens com outro olhar e instiga-los a sair daqui e fazer o bem lá fora, isso é restauração”, defendeu.

A corregedora disse ainda que a justiça restaurativa é uma grande aliada para esse resgate de direitos fundamentais e da dignidade da pessoa humana. Destacou a preocupação do Judiciário com o sistema socioeducativo e informou que em breve uma nova unidade será construída na cidade de Rondonópolis (a 212km de Cuiabá), servindo como modelo para todo o Estado. No fim, a juíza auxiliar Ana Cristina Silva Mendes deixou uma mensagem aos jovens por meio da canção ‘Deixa tudo’, da Banda Rara. “Jesus te ama tanto e só quer te ajudar, deixa tudo então vem, seja feliz também, com Jesus”, cantou a magistrada. 

Saiba mais - Esta etapa da campanha tem como tema ‘Justiça Restaurativa – Respeito pela Família’ e, segundo a coordenadora do Cemulher, a ideia de lançar na unidade socioeducativa surgiu em razão de a violência doméstica atingir a todos da família, inclusive eles – filhos, sobrinhos e netos. Segundo Maria Erotides, é importante tratar todos os envolvidos para que o ciclo não se repita. 

A desembargadora apresentou estatísticas de violência contra a mulher que colocam o Brasil em 5º lugar no ranking do número de mortes de mulheres. Conforme ela, apesar de o número de mortes em casa ter reduzido com a edição da Lei Maria da Penha, ainda há muito a se fazer, uma vez que a cada duas horas uma mulher é assassinada no país. 

O juiz da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude da capital, Jorge Alexandre Martins Ferreira, disse estar feliz e honrado pelo lançamento da campanha no Pomeri e acrescentou que muitos dos adolescentes em conflito com a lei “sofreram essa violência e pode ser em virtude disso que estejam cumprindo medida de internação na unidade”. 


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Ana Luíza Anache | Fotos: Otmar de Oliveira (Agência F5)
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